Mulheres avançam no mercado, mas são mais afetadas por desemprego.
Participação
feminina melhorou nos últimos anos, mas baixos salários persistem e condições
são melhores para os homens
A participação das
mulheres no mercado de trabalho avançou nos últimos anos, mas as desigualdades
em relação aos homens permanecem: elas seguem mais afetadas pelo desemprego,
ganham menos e têm inserção muito inferior à masculina na força de trabalho.
A desocupação, que
atingiu mínimas históricas, as beneficia. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística) mostram que o desemprego entre elas
foide6,2%,omenor desde 2012, início da Pnad Contínua
(Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios Contínua).Mesmo com a redução, o índice é dois pontos
percentuais acima do registrado entre os homens( 4,2%).
Além disso, pouco
mais da metade das mulheres em idade de trabalhar ocupa a força de trabalho.
Opercentualéde52,8%.Entre
os homens, chega a !2%, diferença de quase 20 pontos percentuais,
Mas segundo
levantamento da professora Janaína Feijó, da FG [(Fundação Getulio Vargas). Em
2012, s elas representavam 51,6% do mercado, e os homens, !4,5%.
Janaína diz
que, nos últimos dois anos, o país conseguiu melhorar muito o indicador de
desocupação, chave para o desenvolvimento, diminuindo as desigualdades, mas a
taxa de participação
Está praticamente estagnada.
Segundo ela, as
mulheres ainda têm dificuldades para entrar e permanecer no mercado de
trabalho, o que passa por questões de gênero. “Ainda não conseguimos fazer com
que aquelas
mulheresquedesejamiraomercadodetrabalhoconsigam,defato,oferecersuamãodeobraeencontrarumaoportunidade”,
afirma Janaína.
O ESTADO DE SÃO PAULO