Pesquisa global da Unesco revelou que a maioria dos docentes se
sente insegura no uso da IA, devido ao limitado conhecimento sobre sua lógica,
funcionamento e implicações éticas e sociais.
Uma das constatações mais
críticas é que as principais universidades ainda não contemplam ações concretas
de capacitação em IA para suas comunidades.
Já no caso dos advogados, o
balanço mostra que seu trabalho vai mudar, mas sem perda de espaço para a IA.
Ao menos para os líderes dos escritórios, que bem servidos pela produtiva e
rápida IA poderão muito provavelmente trabalhar e até fazer mais com times
talvez mais enxutos.
O exercício profissional permanece valorizado. Afinal, a IA já
auxilia na revisão de contratos, na organização de documentos e na pesquisa de
precedentes.
Ainda assim, a estruturação de transações envolve negociação
estratégica, avaliação de riscos regulatórios e desenho institucional de
governança.
Essas decisões continuam dependendo de julgamento humano e
responsabilidade profissional.
O GLOBO