Nova demografia exige escala das EFPCs
Com o rápido envelhecimento da população e seus fluxos de
pagamentos mensais se tornando negativos as entidades fechadas têm uma vida
cada vez menos fácil, diz resumidamente Fábio Coelho,
presidente-executivo da Associação de Investidores no Mercado de Capitais
(Amec).
No seu entendimento não há solução fora da consolidação do
segmento, com um número menor de EFPCs respondendo com mais eficiência ao
desafio dos custos crescentes.
Tudo porque, de um lado, a base de participantes envelhece,
enquanto de outro são grandes as dificuldades para conquistar novos públicos,
especialmente considerando o fato de que bem mais de um terço da força de
trabalho brasileira está na informalidade.
Nesse ambiente, "a matemática
se torna implacável. Sem conseguir gerar entrada de recursos rápido o
suficiente para equilibrar os desembolsos, a sustentabilidade operacional das
fundações menores se vê ameaçada.
Manter uma EFPC exige governança robusta e estrutura
mínima, o que eleva custos administrativos. Sem escala, esses custos se tornam
insustentáveis ". Daí a necessidade da consolidação.
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