PERSPECTIVA SEMANAL


Pré-FOMC: Manutenção dos juros e dependência dos dados.

Nesta semana, o Banco Central dos Estados Unidos (EUA) se reúne e realiza sua decisão de política monetária, a segunda sob o comando do presidente Kevin Warsh. 

O cenário-base da SulAmérica Investimentos aponta para a manutenção da taxa dos Fed Funds no intervalo de 3,50% a 3,75%. 

Por se tratar de uma reunião sem a divulgação das projeções dos diretores (Dot Plot), o foco do mercado estará no comunicado oficial e na coletiva de imprensa subsequente. 

A postura da autoridade monetária deve permanecer rigorosamente alinhada à conduta observada no último encontro e reforçada no depoimento de Warsh ao Congresso, quatro semanas depois. 

O presidente do Federal Reserve tem mantido uma interpretação estrita sobre não fornecer forward guidance (mecanismo em que a autoridade sinaliza o que a população deve esperar da política monetária), evitando antecipar os próximos passos e limitando-se a reafirmar o compromisso categórico do Banco Central com a estabilidade de preços, sob uma abordagem estritamente dependente da evolução dos dados econômicos (data-dependent).

Embora tenham surgido discussões sobre um possível aperto monetário impulsionado por receios de um novo choque energético, uma alta de juros nesta reunião mostra-se pouco provável. 

A inflação nos EUA veio melhor do que o esperado, com destaque para o qualitativo benigno. Ademais, os dados do mercado de trabalho reduziram o receio com o reaquecimento da atividade laboral. 

Vale a ressalva de que os dados melhores de curto prazo não eliminam a necessidade de uma postura vigilante do Fed, que continuará condicionando o rumo da política monetária estritamente ao comportamento dos próximos indicadores.
 

Destaques da semana 

 Brasil
 No panorama doméstico, a semana conta com indicadores cruciais, liderados pela prévia da inflação oficial (IPCA-15). A agenda também é intensa nos dados fiscais, com a Dívida Pública e os
 Resultados Primário e do Governo Central, além dos principais termômetros do mercado de trabalho (Caged e PNAD Contínua).
 •    Segunda-feira: Relatório Focus; Balança Comercial (4ª semana de julho); FIPE CPI (4ª semana de julho); FGV - Confiança do Consumidor (julho).
•    Terça-feira: Conta Corrente (junho); IPCA-15 (julho).
•    Quarta-feira: Dívida Pública Federal Total (junho).
•    Quinta-feira: Caged (junho); IGP-M (julho); Dados de Crédito (junho); PNAD - Taxa de Desemprego (junho); Resultado do Governo Central (junho).                           
•    Sexta-feira: Resultado Primário (junho)

Estados Unidos
A agenda norte-americana é destaque nesta semana, com foco na Decisão de Taxa de Juros do Fed. 

Outros eventos importantes são a primeira leitura do PIB do segundo trimestre, o Deflator do PCE (medida de inflação preferida do Banco Central) e dados relevantes sobre pedidos de bens duráveis, mercado imobiliário e índices de confiança.

•    Segunda-feira (27): Pedidos de Bens Duráveis (prévia de junho); Índice da Indústria Fed Dallas (julho).
•    Terça-feira (28): ADP Semanal; Estoques do Atacado (prévia de junho); FHFA - Índice de Preço de Casas (maio); Índice de Atividade da Indústria - Fed Richmond (julho); Índice de Serviços Fed Dallas (julho); Confiança do Consumidor CB (julho).
•    Quarta-feira (29): Decisão de Taxa de Juros.
•    Quinta-feira (30): Renda Pessoal (junho); Deflator do PCE (junho); PIB (2º trimestre de 2026); Pedidos de Seguro-desemprego Semanal.
•    Sexta-feira (31): Confiança do Consumidor - Univ. Michigan (final de julho); Chicago PMI (julho).

Europa
Na Europa, as atenções se voltam para o Reino Unido com a Decisão de Taxa de Juros e para a Zona do Euro com a aguardada divulgação do PIB do segundo trimestre. A agenda da região também conta com dados importantes de inflação (CPI), mercado de trabalho e confiança do consumidor.

•    Quarta-feira: Crédito ao Consumidor do Reino Unido (junho).
•    Quinta-feira: Confiança do Consumidor da Zona do Euro (julho); PIB da Zona do Euro (2º trimestre de 2026); Taxa de Desemprego da Zona do Euro (junho); Decisão de Taxa de Juros do Reino Unido.
•    Sexta-feira: CPI da Zona do Euro (prévia de julho).

Ásia
A agenda asiática é fortemente marcada pela Decisão de Taxa de Juros no Japão, que coroa uma sexta-feira repleta de indicadores nipônicos, incluindo produção industrial, vendas no varejo e inflação (Tokyo CPI). Na China, os investidores observam os lucros industriais e a leitura do PMI Industrial.

•    Segunda-feira: Lucros Industriais da China (junho); Indicador Antecedente do Japão (final de maio).
    Quarta-feira: Pedidos de Máquinas do Japão (final de junho).
•    Quinta-feira: Confiança do Consumidor do Japão (julho).
•    Sexta-feira: PMI Industrial da China (julho); Decisão de Taxa de Juros do Japão; Vendas do Varejo do Japão (junho); Produção Industrial do Japão (prévia de junho); Tokyo CPI do Japão (julho); Taxa de Desemprego do Japão (junho).




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