MERCADO DE TRABALHO


Renda fica estável após recorde no governo Lula; alta desde 2022 é de 13%.

  • Rendimento médio do trabalho foi de R$ 3.738 até junho; valor segue próximo à máxima da série do IBGE
  • Analistas esperam desaceleração do mercado de trabalho sob juros altos

A renda média do trabalho no Brasil deu sinais de acomodação nos últimos meses após bater recorde no governo Lula (PT), segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para economistas, o desempenho recente pode ser um indício da desaceleração gradual esperada para o mercado de trabalho em meio ao cenário de juros elevados para conter a inflação.

O rendimento médio renovou a máxima da série histórica do IBGE no trimestre até março deste ano, quando marcou R$ 3.795 por mês.

Em seguida, ficou levemente abaixo desse patamar nos trimestres móveis encerrados em abril (R$ 3.776), maio (R$ 3.743) e junho (R$ 3.738).

Os dados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), iniciada em 2012. Consideram a renda real habitualmente recebida em todos os trabalhos –ajustada pela inflação.

"O ano de 2026 ainda é positivo para a renda, mas menos do que os últimos. É um cenário de desaceleração, de crescimentos menores. 

A perspectiva daqui para frente é de uma certa acomodação", diz o economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence.



FOLHA DE SÃO PAULO
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