PLANOS DE SAÚDE


A participação de beneficiários com 50 anos ou mais nos planos médico-hospitalares aumentou de 20% para 26,3% entre 2000 e 2025, alcançando 13,9 milhões de pessoas em dezembro de 2025. 

No período recente, entre 2015 e 2025, esse grupo cresceu 20,6%, enquanto o total de beneficiários avançou 5,6%.

É possível observar a participação de cada faixa etária no total de beneficiários ao longo do tempo. 

Em 2000, pessoas com 70 anos ou mais representavam 4,7% de participação, percentual que chegou a 7,6% em 2025. 

Já o grupo entre 50 e 59 anos manteve participação relativamente estável, ao redor de 11%, indicando que o envelhecimento recente ocorre principalmente pelo avanço das idades mais elevadas dentro do sistema.

Para o superintendente executivo do IESS, Denizar Vianna, tal movimento requer da saúde suplementar a promoção de ajustes nas suas estruturas e modelos assistenciais.

Nessa mesma linha de indagação vai Mohamed Parrini ,  CEO do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre  tendo como título nada menos que uma pergunta :" Quem conseguirá obter um plano de saúde ? " . 

Segundo ele,  o modelo sobre o qual se assenta a saúde suplementar no Brasil começa a dar sinais claros de esgotamento estrutural e progressivo. 

Ele cita como exemplo a sua própria mãe, que depende de um plano antigo, daqueles que sobreviveram a sucessivas ondas de consolidação do setor e agora flertam com o encerramento de operações ou a insolvência.

Acompanhando os extraordinários avanços da medicina, terapias inovadoras tornam a área mais eficaz, mas, em contrapartida, também mais cara. 

O risco, antes diluído em grandes populações, torna-se cada vez mais específico, tensionando os fundamentos atuariais clássicos e pondo em xeque a lógica de compartilhamento.  

Soma-se a isso o fato de o modelo atual remunerar volume, não desfecho, focando em tratar doenças tardiamente, em vez de gerir saúde e atuar na prevenção. 

 



O GLOBO
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