Instagram terá 'modo escola' e veto a filtro de
beleza para adolescentes após acordo nos EUA; veja o que muda
- Compromisso vale para 29 estados americanos, mas deve ter impacto
na atuação da empresa no mundo
- Meta promete verificação de idade, exclusão de menores de 13 anos e
pausas produtivas na proposta
A Meta, conglomerado de redes sociais que
controla Facebook e Instagram, se comprometeu a
fazer uma série de mudanças em suas plataformas, além de pagar multas que somam US$ 16,68 bilhões,
a fim de encerrar uma ação judicial movida por 29 estados americanos.
A
denúncia era por um suposto design nocivo e viciante para menores.
A
princípio, as medidas valem para os 52 estados e territórios americanos, dentre
55 elegíveis, que aderiram ao acordo (23 além das jurisdições que moveram o
processo) sob a condição de não abrir ações com argumentos similares.
Até o
momento, o conglomerado mantém uma única política da comunidade para os Estados
Unidos e espelha o padrão usado na Califórnia, também participante da ação,
para outros territórios.
Por isso, pode haver reflexos na atuação da empresa em
outros países.
Questionada
sobre os efeitos da decisão no Brasil, a companhia disse que já oferece
proteções robustas em vigor para adolescentes e controles simples para pais em
todo o mundo.
De acordo com posicionamento enviado à reportagem, a empresa
monitorará como as mudanças implementadas nos EUA funcionam lá e manterá um
diálogo produtivo com outros governos para apoiar experiências adequadas à
faixa etária em suas plataformas.
No Brasil, a principal solução da empresa para
usuários menores de idade são as "contas de adolescentes",
implementas nos EUA desde 2024, que impõem uma série de restrições de conteúdo,
além de mecanismos de controle parental.
A conta sob supervisão dos pais
isentou a big tech da exigência de verificação de idade imposta pelo ECA
Digital (estatuto digital da criança do adolescente).
O acordo nos EUA não significa uma admissão de
culpa, apenas evita que a empresa seja condenada e estanca a publicação de
documentos internos e depoimentos de ex-funcionários, como um ex-pesquisador que acusou a empresa de apagar
registros sobre exploração sexual infantil.
Nos autos, a
empresa continua rejeitando as denúncias e afirma que cedeu com o objetivo de
conciliação.
Para
chegar ao pacto, a big tech comprometeu-se a implementar profundas alterações
nas suas plataformas de redes sociais voltadas para usuários adolescentes, de
13 a 17 anos, e crianças, cujo acesso é vedado
FOLHA DE SÃO PAULO