Em um mundo pegando fogo, o Brasil virou porto
seguro.
Pode parecer contra-intuitivo, mas os dados não mentem: em 2025, o Brasil foi o 3º país que mais recebeu investimento estrangeiro direto no mundo.
Ficamos atrás apenas dos EUA e quase empatados com a China. Recebemos US$ 77 bilhões.
Mais do que qualquer outro país do planeta, com exceção desses dois gigantes.
Por quê?
Enquanto a Rússia se tornou radioativa para investidores, a China briga com os EUA, o México depende demais dos americanos e a Índia tem seus próprios conflitos, o Brasil
emergiu como o único grande mercado com baixo risco geopolítico.
Temos mercado consumidor gigante, agro imbatível, recursos naturais e energia de sobra, além de uma posição geopolítica “neutra”.
O mais impressionante?
Alcançamos isso mesmo carregando nossos
problemas de sempre: gastos públicos excessivos, juros altos, insegurança
jurídica e burocracia.
Isso não é uma celebração dos nossos defeitos.
É um atestado do nosso potencial inacreditável.
Imagine o que seríamos capazes de fazer se, além de tudo isso, fizéssemos a lição de casa.
RICARDO AMORIM