STF nega recurso e relator manda encerrar revisão
da vida toda do INSS.
- Por 7 votos a 3, ministros entenderam que aposentados não têm
direito a recálculo do benefício
- Dias Toffoli defendeu pagamento ao menos para quem já tinha ganho
ação na Justiça, mas foi vencido
O STF (Supremo Tribunal Federal) encerrou o julgamento da revisão da vida toda e
negou, por 7 votos a 3, recurso que poderia garantir a correção a aposentados
do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A
ministra Cármen Lúcia e os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Luiz Fux seguiram o relator do
caso, Kassio Nunes Marques, e foram contrários aos
pedidos feitos pela CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos)
em favor dos segurados.
A
confederação queria reverter decisão contra a correção ou garantir o pagamento
para parte dos aposentados. Para Nunes Marques, o caso foi exaustivamente
debatido pela corte. Ele citou o julgamento do tema 1.120 em 15
de maio —que também negou recurso— e mandou encerrar de vez o processo.
Em seus
argumentos, o INSS alegava que a revisão da vida toda pode causar um rombo de
R$ 480 bilhões aos cofres públicos. A correção é um processo judicial no qual
aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pedem para incluir, no
cálculo da aposentadoria, contribuições feitas antes de julho de 1994, quando
o Plano Real passou a valer, para aumentar a renda previdenciária.
FOLHA DE SÃO PAULO