💰 Tem uma dívida no caminho…
O próximo presidente do Brasil ainda não foi
definido. Ontem, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) passaram para o 2º turno.
Quem vencer no próximo dia 25 terá um desafio:
estabilizar a dívida pública nos próximos anos.
Qual o tamanho do problema? O endividamento do país
chegou a 82,9% do PIB, o que equivale a R$11,1 trilhões.
↳ O indicador
contabiliza as obrigações financeiras assumidas pelos governos federal,
estaduais, municipais e pelo INSS.
↳ Os empréstimos
são solicitados quando o poder público gasta mais do que arrecada com impostos.
Se os gastos se mantiverem e os juros permanecerem
elevados, especialistas avaliam que a dívida continuará subindo e poderá chegar
perto dos 90% do PIB até 2029 ou 2030.
O que deve ser feito?
O país precisa voltar a fechar as contas no azul e
gerar um saldo positivo —ou seja, arrecadar mais do que gasta antes de pagar os
juros dos empréstimos.
A sobra ideal estimada por economistas ouvidos pela
Folha está entre 2% e 2,5% do PIB. Para chegar lá, o governo precisará
economizar em gastos ou recolher, no mínimo, R$ 250 bilhões a mais nos próximos
quatro anos.
E como fazer isso?
Economistas avaliam que…
… a saída não é zerar as despesas, mas sim diminuir
custos. Uma das maneiras seria revisar os gastos obrigatórios do governo, como
desvincular o reajuste de benefícios previdenciários do aumento do salário
mínimo.
↳ Hoje, quando o
piso salarial sobe acima da inflação, alguns auxílios crescem na mesma
proporção.
… seria necessário consolidar a entrada de receitas
duradouras, e não apenas contar com recursos temporários válidos para um único
ano.
FOLHA MERCADO