O valor
da mão de obra acima dos 65 anos
Relatório
da maior associação profissional de recursos humanos do mundo mostra como o
talento dos mais velhos é importante para o mercado.
No fim do ano passado, a Society for
Human Resource Management (SHRM), a maior associação profissional de recursos
humanos do mundo, divulgou um relatório sobre a força de trabalho das pessoas acima dos
65 anos.
Em um momento em que as empresas estão ávidas por empregados
qualificados, colaboradores mais velhos representam um valor imenso e pouco
explorado.
Quase todos os profissionais de RH (98%)
que têm experiência com pessoas de 65 anos ou mais reconhecem sua lealdade,
habilidades especializadas e contribuição para a diversidade etária. No
entanto, apenas 7% das organizações implementam estratégias direcionadas de
recrutamento, engajamento ou retenção desses funcionários.
Existe uma desconexão significativa
entre o que as companhias oferecem e o que os trabalhadores mais velhos dizem
precisar. Eles destacam, por exemplo, a importância de oportunidades de
requalificação personalizadas, horários flexíveis e culturas corporativas
inclusivas – ações raramente utilizadas pelos empregadores.
A SHRM
realizou pesquisas com trabalhadores dos Estados Unidos de três grupos:
profissionais de RH, pessoas com 65 anos ou mais e com menos de 65 anos. As
principais conclusões do levantamento foram:
- Fora do radar: a
maioria das organizações falha em implementar programas de recrutamento
adaptados ao banco de talentos dessa faixa etária – 93% dos profissionais
de RH afirmam que sua companhia não tem nenhum programa formal ou informal
de recrutamento para contratar esse grupo.
- Desafiando
estereótipos: a maioria demonstra
uma forte disposição para aprender (81%), uma abordagem positiva diante de
desafios (79%) e entusiasmo pelo crescimento (60%), incluindo a adoção de
novas tecnologias, como a inteligência artificial.
- Atitudes
positivas para o ambiente profissional: a grande
maioria (91%) está satisfeita com seus empregos. Além disso, 87% afirmam
se sentir engajados no trabalho.
- Contexto e
conhecimento críticos: 83% dos profissionais
de RH documentam as políticas corporativas, mas apenas cerca de um terço
mapeia outras áreas críticas, como normas culturais (32%) e relações com
clientes (36%), que são difíceis de reconstruir se os funcionários com
longo tempo de casa saírem.
- Soluções de
aprendizagem e desenvolvimento: essa mão de obra
relata que métodos de treinamento como treinamento no local de trabalho ou
aprendizagem prática (49%), tutoriais em vídeo (39%) e materiais de apoio
visual e/ou escrito (35%) são eficazes para desenvolver suas habilidades.
Entre os
participantes acima dos 65 anos, 17% estão atualmente empregados e 83% não,
refletindo uma proporção semelhante à de idosos que participam da força de
trabalho dos EUA em geral.
Daqueles que estão empregados, a maioria (60%) não
se aposentou e planeja continuar na ativa. Por fim, 29% dos trabalhadores mais
velhos já tinham se aposentado anteriormente, mas reingressaram no mercado.
Quando perguntados sobre o motivo, as principais razões citadas foram:
- Para se manter mentalmente
ativo e engajado: 70%.
- Para manter a estabilidade
financeira: 59%.
- Para evitar o tédio ou a
falta de propósito na aposentadoria: 50%.
- Para
continuar usando suas habilidades e experiências atuais: 42%.
As
respostas ressaltam as motivações que impulsionam os idosos a permanecer na
força de trabalho, mesclando necessidades financeiras práticas com um forte
desejo de realização pessoal e engajamento.
G1