LONGEVIDADE


Investimento na maturidade requer ainda mais planejamento; saiba o que considerar.

  • Especialistas ensinam por onde começar e quais erros evitar para ter renda na longevidade
  • Cálculos envolvem não apenas o valor futuro que se deseja receber, mas a idade e quanto poderá aportar

Os brasileiros estão vivendo mais e precisam planejar por mais tempo como vão financiar essa etapa da vida. Para quem está perto da aposentadoria ou já deixou o mercado de trabalho, diversificar as fontes de renda pode ajudar a reduzir o risco de depender de uma única fonte em meio à longevidade.

A escolha depende de fatores como idade, patrimônio, renda esperada, necessidade de liquidez, tolerância a risco e objetivo —que pode ser complementar a aposentadoria, preservar o patrimônio ou deixá-lo para os herdeiros.

Antes de decidir entre renda fixa, ações, imóveis, previdência privada ou outras aplicações, é preciso calcular quanto será necessário para manter o padrão de vida e quanto da renda deverá vir de cada fonte.

O estudo Tsunami Prateado, realizado pela data8, empresa especializada em pesquisas para o público 50+, mostra que a participação de investimentos financeiros na composição da renda dos brasileiros a partir dos 50 anos saltou de 3% para 16% em cinco anos.

A previdência privada quadruplicou, passando de 3% para 12%, enquanto a renda proveniente de imóveis cresceu de 8% para 13%. Ao mesmo tempo, o salário fixo e a aposentadoria seguem relevantes, indicando um modelo de renda mais distribuído e menos dependente de uma única fonte.

"A aposentadoria deixa de ser o eixo central e passa a operar como uma camada dentro de um portfólio mais amplo de renda. O que se observa é a combinação de diferentes fontes, em resposta tanto ao aumento da longevidade quanto às pressões financeiras dessa fase da vida", afirma Lívia Hollerbach, coordenadora da pesquisa.

Apesar da maior diversificação, o cenário ainda é de dificuldade para uma parcela significativa dos brasileiros. Dados do INSS mostram que 70% dos aposentados têm renda de até dois salários-mínimos, o equivalente a R$ 3.242 neste ano. Mais da metade dos brasileiros com 50 anos ou mais afirma não poder parar de trabalhar, e 27% dizem se sentir excluídos do mercado de trabalho.

 



FOLHA DE SÃO PAULO
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