👟 Calçando os sapatos de outro (lugar)
Pela primeira vez em quase 30 anos, a entrada de
calçados no Brasil foi maior do que a saída. Em julho, foram:
• US$ 66 mi
em importações.
• US$ 62 mi
em exportações.
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Mdic
e foram organizados pela Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de
Calçados).
O que explica a inversão? São dois os principais
fatores, segundo a associação.
1️⃣ O Brasil perdeu espaço nos mercados americano e argentino, os dois
principais destinos das vendas nacionais. Entre janeiro e julho, as exportações
caíram 25% e 58%, respectivamente.
O item foi taxado em 25% pelos EUA em julho. O cenário
deve se deteriorar se os produtos continuarem fora da lista de exceções criada
pelo governo Trump.
No caso da Argentina, o governo baixou o imposto de
importação para 20%, o que facilitou a entrada de produtos chineses. Além
disso, o consumo da população caiu, diz Haroldo Ferreira, presidente-executivo
da Abicalçados.
2️⃣ Mais calçados asiáticos estão entrando no país. A mercadoria que vem da
China, do Vietnã e da Indonésia é mais barata do que as produzidas no Brasil e
substitui as vendas da indústria nacional, segundo o setor.
• 10 milhões
de pares (US$ 31 mi) vieram da China no primeiro semestre, alta de 26,8% em
relação ao ano passado.
Solução? A associação de calçadistas quer que o governo
imponha cotas de importação para tentar frear a invasão asiática.
FOLHA MERCADO