BANCO CENTRAL


Poucos cliques, nova dívida

O Banco Central quer lançar uma série de medidas para tentar combater o que vê como propostas abusivas de crédito em aplicativos de instituições financeiras.

Uma das preocupações da autarquia é com as ofertas de empréstimo em valores elevados exibidas nas páginas iniciais das plataformas. Muitas vezes, são anunciadas com cores contrastantes para chamar a atenção.

🏃 Outro fator que acendeu um alerta é a experiência de navegação dos clientes nos apps. Em poucos cliques, conseguem pegar altas quantias emprestadas. A interação pode acontecer até sem querer.

O que deve mudar:

O valor do crédito pré-aprovado deverá estar em cores contrastantes.

Outras sugestões, como converter o limite do cartão em saldo ou pegar Pix parcelado, devem ter igual destaque.

Qual o cenário? A população brasileira atingiu níveis recordes de endividamento.

•      82% das famílias registraram dívidas em julho, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

•      29% dos ganhos são direcionados para quitar compromissos financeiros, o maior percentual em pelo menos 20 anos, mostram dados do BC.

As famílias recorrem, cada vez mais, a modalidades de empréstimo mais caras e arriscadas: cartão de crédito parcelado e rotativo, cheque especial e crédito pessoal sem consignação representam quase 25% da carteira de pessoas físicas.

•      436% ao ano é a taxa de juros do rotativo. A Selic está em 14%.

Além disso, a criação dos aplicativos digitais facilita o acesso a ofertas de crédito de maior risco.

 



FOLHA MERCADO
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