Alta de atendimentos por vício em aposta
O ministro da Saúde, Alexandre
Padilha (PT), afirma que o vício em apostas é
um problema grave e que os jogos devem receber regulamentação similar
a do cigarro, com forte controle sobre propaganda e alertas dos riscos de
dependência.
Ele defende que as próprias plataformas de aposta
notifiquem os jogadores sobre os riscos e façam contato com profissionais de
saúde.
Dados
do SUS (Sistema Único de Saúde) apontam para uma alta de atendimentos
ambulatoriais relacionados a "transtorno do jogo" e "mania de
jogos de aposta".
Em 2018, foram 111 casos registrados, o que subiu para
1.292 no ano passado.
Os sites de apostas online, que incluem as
chamadas bets esportivas ou o famoso 'jogo do tigrinho',
explodiram no Brasil nos últimos anos.
As empresas do setor começaram a atuar
no final do governo de Michel Temer (MDB), em 2018, e
cresceram em uma zona cinzenta da legislação até o governo Lula (PT), que
regulamentou o mercado.
Como mostrou pesquisa do Datafolha, de 2023, 15% da população
já afirmava praticar apostas, com público majoritariamente jovem, e
inclusive de beneficiários do
Bolsa Família.
FOLHA DE SÃO PAULO