BOLSA BRASILEIRA


📈 Se você acompanha o mercado de ações brasileiro, deve se lembrar dos sucessivos recordes batidos pela Bolsa neste ano.

O que aconteceu?

Até a guerra no Irã, iniciada no fim de fevereiro, a Bolsa recebeu um enorme fluxo de capital estrangeiro.

O movimento foi motivado por incertezas geopolíticas, como a investida de Trump na Venezuela, as ameaças contra o país persa e as declarações sobre o desejo de tomar a Groenlândia.

Investidores queriam retirar seus ativos dos EUA e de outros locais alvos do republicano para realocá-los em mercados mais seguros e afastados geograficamente. 

Foi aí que o Brasil se destacou.

Uma pedra no caminho. O fluxo diminuiu depois do início do conflito no Oriente Médio, que gerou alta nos preços do petróleo e aumento dos temores de uma inflação generalizada.

R$ 53,9 bilhões é o saldo dos investidores internacionais, que segue positivo em 2026.

R$ 8 bilhões foi o saldo negativo entre compras e vendas dos papéis em maio.

* Valor de 2026 é parcial, com dados até 15 de maio - Fonte: B3

O movimento pôde ser visto em abril: o saldo saiu de R$ 15,7 bilhões no dia 15 para R$ 3,2 bilhões no dia 30.

Depois, intensificou-se em maio. No dia 13, quando o contato entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi revelado, a saída líquida foi de R$ 1,2 bilhão. 

Todos os pregões do mês tiveram uma saída de R$ 609 milhões por dia, em média.

O que mudou? As expectativas para os juros no Brasil e nos Estados Unidos, que seguem pressionados pela guerra em curso, segundo especialistas. 

🇧🇷 Por aqui, economistas aumentaram a previsão para o IPCA deste ano, de 4,80% para 4,92%, segundo o Boletim Focus.

🇺🇸 Por lá, parte do mercado também teme juros mais altos. Foi de zero a 40%, a probabilidade do Fed (Banco Central dos EUA) subir os juros em 0,25 ponto percentual no segundo semestre, segundo a Bolsa de Chicago.

Esse cenário beneficia a renda fixa em vez de de ativos mais arriscados.

👀 O dinheiro pode voltar? 

É possível. O fim da guerra é visto como um fator que poderia voltar a atrair o dinheiro internacional, dizem analistas



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