Intercâmbio após os 50 anos quebra estigmas e vai além de aprender um
idioma.
Especialistas destacam que
imersão cultural proporciona não só o desenvolvimento profissional, mas
estímulo social e cultural
Fazer um intercâmbio não é apenas útil
para jovens que querem alavancar sua vida profissional.
Pessoas acima de 50
anos, que estão com a carreira consolidada ou até mesmo aposentadas, buscam
a experiência para criar vínculos interpessoais e
experimentar o novo, enquanto aprendem ou aprimoram uma língua
estrangeira.
Elas superam estigmas e etarismo ainda presentes na
sociedade, como o mito de que existe um limite de idade para se fazer algo como
um intercâmbio.
"Aprender o idioma não é só para o
desenvolvimento profissional, mas para estimular o seu cérebro", diz Denis
Buzzi Boehm, diretor nacional da EF Intercâmbios.
"Traz um bem tremendo
para a saúde mental e social, porque o
intercâmbio vai muito além do aprendizado do idioma."
A psicóloga Larissa Fonseca observa em sua experiência
clínica um certo pudor no jovens em fazer coisas sozinhos, seja ir ao
cinema, a um restaurante ou viajar.
"A
partir de uma certa idade, a gente começa a perceber que existimos a partir de
nós, e esse julgamento social em andar sozinho e frequentar lugares diminui
bastante pela questão de não precisar tanto da validação das pessoas",
diz.
FOLHA DE SÃO PAULO