MERCADO DE TRABALHO


Na Justiça do Trabalho voltam a acelerar.

O número de processos na Justiça do Trabalho movidos contra empregadores caiu drasticamente após a reforma trabalhista de 2017, mas volta a subir com o retorno das facilidades oferecidas novamente aos ex-empregados para processar seus antigos patrões. 

Em 2025 a projeção é de que os novos processos cheguem a 2,3 milhões até dezembro. Na primeira metade deste ano foram ajuizadas 1,150 milhão de ações, ante 1,044 milhão no mesmo período de 2024, segundo dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O País teve seu pico de processos em 2016 com 2,76 milhões de litígios. O total recuou até chegar à mínima de 1,48 milhão em 2020. Desde então, porém, o número de processos voltou a crescer, em menor escala, até alcançar 2,1 milhões no ano passado.​​

A reforma trabalhista de 2017 estabeleceu que todo trabalhador, se perdesse a ação, precisaria pagar as custas do processo, incluindo perícia, além dos honorários advocatícios da parte contrária. Isso fez o total de processos novos na Justiça do Trabalho despencar daquele ano (2,6 milhões) para 2018 (1,7 milhão).

Mas, em 2021, o STF decidiu que essa regra não vale para quem tem direito à Justiça gratuita. Os números, então, passaram a subir aos poucos. No último ano, passou de dois milhões pela primeira vez desde 2017. 

 



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