SAÚDE 2


 Para 69% das pessoas, falsificação é maior risco ao comprar remédios na internet, diz pesquisa.

  • Levantamento a pedido da Abrafarma mostra que confiança na farmácia pesa mais do que facilidade do online
  • Na última quarta (12), Anvisa abriu caminho para farmácias venderem remédios em marketplaces, como iFood e Rappi

A possibilidade de receber um medicamento falsificado é o principal receio de consumidores na compra de remédios pela internet. Para eles, as farmácias continuam sendo os locais que garantem segurança e confiança.

É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest, encomendada pela Abrafarma (Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias): 69% dos entrevistados temem comprar medicamentos falsificados em compras online.

Em seguida vem o temor de receber um produto vencido ou armazenado de maneira inadequada e de adquirir um medicamento sem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), representando 59% e 54% dos respondentes, respectivamente.

A pesquisa foi realizada em duas etapas.

  • A primeira, qualitativa, foi conduzida por meio de discussões em grupo online nos dias 2, 9 e 10 de junho de 2026, com responsáveis pela compra de medicamentos no domicílio.
  • A segunda, quantitativa, foi realizada entre 13 e 17 de julho de 2026, por meio de questionário online de autopreenchimento estruturado na internet, utilizando o painel QualiBest.

Foram feitas 2.024 entrevistas com responsáveis pela compra de medicamentos no domicílio e que tinham o hábito de fazer compras em farmácias ou drogarias pelo menos uma vez a cada três meses.

A amostra contemplou as cinco regiões do país, incluindo capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior, com 51% de homens e 49% de mulheres, e média de idade de 45 anos. Do total, 6% pertenciam à classe A, 42% à classe B e 52% à classe C.



FOLHA DE SAO PAULO
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