Casa arrombada = cadeado novo
O Banco Central, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o Coaf
(Conselho de Controle de Atividades Financeiras) devem receber mais verbas em
2027.
O governo Lula enviou um plano para o Congresso Nacional, responsável por
aprovar os valores sugeridos.
Em comparação com o Orçamento deste ano, serão:
• R$ 5,3 bi para o BC, alta de 8%
• R$ 1,2 bi para a CVM, avanço de 23,3%
• R$ 150 milhões para o Coaf, crescimento
de 629,14%
A injeção financeira veio após uma crise. As entidades foram criticadas
por não conseguirem fiscalizar e impedir as fraudes bilionárias arquitetadas
pelo Banco Master e instituições relacionadas.
A CVM afirmou que deve investir em tecnologia e na contratação de
colaboradores.
O órgão vive uma crise de insuficiência financeira e de pessoal. No
início do ano, apenas duas das cinco diretorias estavam ocupadas, o que
atrasava o julgamento dos processos.
• Nenhuma causa foi decidida e multa foi
aplicada de janeiro a março, segundo um relatório da autarquia.
Já o Banco Central enfrenta uma baixa do seu efetivo, que não consegue
repor por falta de concursos e restrições orçamentárias.
Enquanto isso, ativos
monitorados pelo órgão atingiram R$ 17,89 tri em 2026.
• Essa combinação, diminuição de
funcionários e aumento de ativos, é usada como argumento por Gabriel Galípolo,
presidente do BC, para defender a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de
autonomia administrativa e orçamentária da instituição.
• O documento prevê que a autarquia
elabore e execute seu orçamento sem depender dos recursos do Tesouro Nacional.
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FOLHA MERCADO