“Os
aposentados confiaram em nosso sistema e constituem hoje a melhor prova de que
os fundos de pensão dão certo”, disse o Presidente da Abrapp, Luís Ricardo
Marcondes Martins, ao se pronunciar na abertura no último dia 26, em São Paulo,
do evento promovido juntamente com o Sindapp e o ICSS em comemoração ao Dia
do Aposentado, contando com o apoio da Mongeral Aegon e as empresas que
participam da Rede de Credenciados. Luís Ricardo disse que lhe trouxe muita
satisfação ter sido este o primeiro evento de que participou à frente da Gestão
2017-2019, uma vez que nenhum outro público é mais importante para as entidades
do que os seus participantes, em especial os assistidos, com os quais mantém
uma relação as vezes por décadas seguidas.
Ao
evento, no qual 62 aposentados receberam das mãos de dirigentes de suas
entidades diplomas em homenagem à data, assinados pelos presidentes Luís
Ricardo Marcondes Martins (Abrapp) e Jarbas de Biagi (Sindapp), estiveram
presentes também o diretor da SPPC, Paulo César dos Santos, o presidente da
UniAbrapp, Luiz Paulo Brasizza e o Vice-Presidente do Sindapp, Carlos Alberto
Pereira.
O maior
desafio - Luís Ricardo lembrou que os fundos de pensão pagam
regularmente benefícios todos os meses a mais de 700 mil aposentados e
pensionistas, a partir de um patrimônio sob gestão de perto de R$ 800 bilhões.
“É por tudo isso um sistema sólido, estável e consolidado, mas que parou de
crescer, o que torna a volta ao crescimento o maior desafio”, acrescentou.
Um
desafio que é do sistema mas é também do País, uma vez que, lembrou Luís
Ricardo, o Brasil é nas Américas a segunda nação com a menor taxa de poupança
interna e uma das menores do Mundo, segundo estudo do Banco Mundial.
Essa é a
poupança que, capitalizada ao longo de décadas, garante ao final a
preservação da renda do trabalhador no momento em que se aposenta, ao mesmo
tempo em que assegura que hajam recursos para investir na economia. Um duplo
benefício, enfim, tanto social quanto econômico.
Para que
mais entidades e planos voltem a ser criados e, dessa forma, mais trabalhadores
venham a ser protegidos e, no futuro, homenageados em seu dia, continuou Luís
Ricardo, o sistema precisa se mostrar capaz de inovar. De sua parte, é
fundamental que o governo o ajude a tornar-se mais simples e flexível, ao mesmo
tempo em que menos burocrático. A ideia é que, como resultado desse esforço de
renovação, a previdência complementar se mostre capaz de atender as novas
demandas de um mundo que enfrenta rápidas mudanças.
Três
palestras - Três palestras conquistaram as atenções do público
presente. Nilton Molina, presidente do Conselho de Administração da Mongeral
Aegon Seguros e Previdência, citou quase uma dezena de empreendedores que já
com mais de 60 anos deram início a alguns dos mais bem sucedidos negócios no
Mundo, entre muitos outros motivos que apontou para que as pessoas deixem de
ver o processo de envelhecimento apenas pelo lado das restrições. Henrique
Noya, diretor-executivo do Instituto Mongeral Aegon de Longevidade, adiantou
que em fevereiro próximo a instituição estará lançando um índice que medirá o
quanto mais de 400 cidades brasileiras estão preparadas para melhor acolher os
idosos. Um pouco mais adiante, o Instituto espera também concluir proposta a
ser levada ao governo no intuito de incluir as pessoa com mais idade no mercado
de trabalho, o “RETA - Regime Especial de Trabalho do Aposentado”. Por sua vez,
Mirian Goldenberg, antropóloga e autora de vários livros de sucesso, além de
colunista da Folha de S. Paulo, apresentou pesquisas mostrando as diferentes
visões e expectativas de homens e mulheres brasileiras. Elas, quando chegam aos
60, buscam antes de mais nada a liberdade e a companhia de amigas, enquanto
eles, fazendo o caminho inverso, valorizam como nunca a família e a companhia
das esposas.
O evento teve lugar na
AMCHAM - Câmara Americana de Comércio. No lugar de um auditório, utilizou-se
um grande salão onde, sentados em dezenas de mesas distribuídas pelo
amplo espaço, os aposentados ficaram mais à vontade para interagir com as pessoas
à sua volta. Esse e outros cuidados da organização ajudaram a dar um toque mais
informal aos festejos deste ano, seguindo um modelo que já em 2016 mostrou ser
o mais apreciado.
Diário dos Fundos de Pensão