A Anthropic e a Alibaba estão em pé de guerra.
De um lado…
A chinesa proibiu que seus funcionários usem o Claude Code,
ferramenta de programação equipada com IA. Os colaboradores foram instruídos a
trabalhar com a plataforma própria da companhia, a Qoder.
Do outro…
A Anthropic tinha bloqueado o acesso de empresas chinesas e
outras entidades do país asiático às suas ferramentas. Agora, tenta fiscalizar
a medida e outras brechas que permitem conexões ilegais.
A americana acusa a Alibaba de roubar informações dos seus modelos de IA
para treinar as suas plataformas.
Os vetos extrapolam a esfera privada:
• Pequim não permite que suas empresas
acessem modelos estrangeiros hospedados fora do país para desenvolver
aplicativos de consumo, mas não restringe que as ferramentas sejam usadas para
fins de pesquisa.
• Em junho, o governo dos EUA publicou uma
lista de chinesas que ajudam as Forças Armadas do país asiático. O documento
cita a Alibaba e recomenda que companhias americanas não façam negócios com
essas empresas.
Por que importa?
Apesar do aperfeiçoamento dos modelos asiáticos, os
esforços chineses para acessar o Claude mostram a relevância dos produtos de IA
dos EUA para os usuários do país.
Ao mesmo tempo, ferramentas desenvolvidas na China ganham espaço no
mercado americano.
Uma pesquisa realizada pela Universidade Stanford mostra que os
países estão empatados tecnicamente na liderança por inteligência artificial.
Os EUA fizeram mais investimentos privados, mas a China saiu na frente em
produção científica. Veja como está essa corrida .
FOLHA MERCADO