A Anbima fez o lançamento do “
Radar de Futuros “, ferramenta que mapeia as principais inovações que devem
impactar o mercado financeiro no horizonte de 5 a 10 anos.
Foi idealizada como
ponto de partida para que as instituições e seus clientes compreendam o
potencial de tecnologias, conceitos e movimentos emergentes.
A ideia é oferecer uma leitura estratégica de tendências que podem
transformar modelos de negócio, produtos, processos e regulações.
As inovações estão divididas em seis áreas-chave: transformação digital;
eficiência operacional e processual; gestão de riscos e inteligência de dados;
regulação, transparência e compliance; sustentabilidade e reputação; e acesso e
engajamento.
Entre as inovação está o PoS ( Blockchain Proof-of-Stake , um
mecanismo de consenso usado em blockchains que dispensa mineração intensiva,
reduzindo o impacto ambiental e os custos operacionais.
Por isso, é preferido
em blockchains de segunda geração. No Brasil, poderá impulsionar a tokenização
de ativos, tornando emissão, negociação e liquidação mais rápidas e baratas,
além de reforçar a transparência em processos mediados por instituições
financeiros.
O Passaporte Financeiro Global é uma solução de identidade digital
descentralizada que reúne dados do investidor em um registro único e
interoperável.
Com validações criptográficas e padrões internacionais, permite
o compartilhamento seguro e auditável entre instituições financeiras, reduzindo
redundâncias e facilitando o compliance.
Essa tecnologia pode transformar os
processos de KYC (Know Your Client) e suitability, agilizando o acesso a
produtos financeiros estrangeiros.
Contratos inteligentes são usados em blockchains para registrar e
executar transações automaticamente, com base em regras predefinidas, de forma
transparente e imutável, sem intermediários.
No mercado de capitais, podem
automatizar rotinas complexas de fundos de investimento, como liquidação de
ativos, distribuição de proventos, monitoramento de compliance e execução de
contratos em emissões tokenizadas.
Também permitem integrações com auditoria
automatizada e trilhas em tempo real.
A Inteligência artificial explicável chegaria para aprimorar
modelos de machine learning ao tornar suas decisões transparentes e
interpretáveis, substituindo a lógica de “caixa-preta”.
Isso facilita a
validação por equipes internas, auditores e reguladores, sendo essencial para
instituições financeiras que desejam usar algoritmos em gestão de portfólios,
previsão de ativos e detecção de fraudes, mas enfrentam barreiras regulatórias.
ANBIMA