Câmara adia votação de taxação
de offshores e fundos exclusivos
Projeto
deve ser votado no próximo dia 24, após viagem de Lira para o exterior.
A
votação do projeto de lei para taxação de offshores e fundos exclusivos foi
adiada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira
(4).
Agora,
o texto deve ser apreciado apenas no próximo dia 24, em razão de uma viagem do
presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e outros parlamentares para o
exterior, que deve esvaziar a Casa pelas próximas duas semanas.
O
relatório do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) reduziu a tributação de offshores e
fundos exclusivos de 10% para 6%, após acordo com o Ministério da Fazenda como
forma de vencer resistências no Congresso Nacional e abrir caminho para o
avanço das medidas, vistas como essenciais para o plano do ministro Fernando Haddad (Fazenda) de ampliar a
arrecadação federal.
Hoje,
os donos desses recursos acabam não recolhendo Imposto de Renda sobre esses
rendimentos devido a brechas previstas na própria legislação.
O
governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
propôs corrigir essa distorção, não só olhando para o futuro, mas tributando
também os ganhos obtidos nos últimos anos.
A taxação desse estoque era o
principal impasse nas negociações com o Legislativo e, por isso, foi o alvo
central das mudanças.
Algum
grau de flexibilização nesse trecho já era esperado pela Fazenda. Apesar de uma
arrecadação menor na largada, o ministério vê ganhos estruturais permanentes,
pois as alíquotas propostas para as cobranças sobre rendimentos futuros foram
mantidas.
O
parecer foi apresentado pelo deputado na noite desta terça-feira (3). O
relatório une duas medidas que até então tramitavam separadamente, em um
projeto de lei e uma MP (medida provisória).
FOLHA DE SÃO PAULO