ECOMMERCE


Ferramentas de IA mudam hábitos de consumo e desafiam estratégias de gigantes do ecommerce

  • Analistas do BTG Pactual dizem que agentes de IA se tornaram uma nova plataforma de distribuição
  • Amazon, Mercado Livre e Walmart desenvolvem ferramentas próprias e adotam estratégias diferentes para disputar espaço

O uso da inteligência artificial começa a mudar a forma como consumidores encontram os produtos, e pode alterar a dinâmica de competição do e-commerce.

Agora, em vez de entrar em um marketplace, fazer uma busca, comparar opções e concluir a compra, o consumidor pode passar parte desse processo para um agente de IA, como ChatGPT, Gemini ou Claude. 

Em determinados casos, inclusive, eles podem até realizar a compra em seu nome.

Esse modelo, chamado de comércio agêntico, pode se tornar uma nova forma de distribuição de produtos, segundo relatório produzido pelos analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon, do BTG Pactual.

Gigantes como Amazon, Mercado Livre e Magazine Luiza já desenvolvem ferramentas para acompanhar essa mudança, mas adotam estratégias diferentes sobre o papel que os agentes de IA devem desempenhar na jornada de compra.

Quando são considerados apenas os marketplaces, o volume foi de 46,8 milhões de visitas mensais geradas por IA, em média —alta de 237% em relação a igual período do ano anterior.

Para Cassiano Piekarski, CEO e cofundador da Inbix, empresa especializada em aprendizagem corporativa e inteligência artificial aplicada aos negócios, nesse contexto, a principal mudança na dinâmica de competição entre os grandes marketplaces está no ponto de descoberta do produto.



FOLHA DE SAO PAULO
Tel: 11 5044-4774/11 5531-2118 | suporte@suporteconsult.com.br