Tafner defende menor taxa de reposição e adoção progressiva da
capitalização para evitar o colapso
Fruto da natalidade em queda, da longevidade e da informalidade,
diz o economista Paulo Tafner que " no futuro próximo teremos algo como 70
milhões de contribuintes para custear 50 milhões de beneficiários. É inviável!
".
Tafner, que foi um nome de destaque nos debates travados por
ocasião da reforma de 2019, defende o rebaixamento das taxas de reposição e
a adoção progressiva de um sistema de capitalização como boias de
salvação.
Mesmo porque, diz ele, " com essa dinâmica demográfica
caminhamos céleres para a falência de nosso sistema previdenciário.
Para
piorar, a indexação do piso previdenciário ao salário-mínimo, o aumento
vertiginoso de MEIs, a plataformização de certos trabalhos e o aumento do
número de trabalhadores autônomos degradam ainda mais o desequilíbrio
financeiro do sistema ".
Diz também que " não por acaso o Brasil desponta como um dos
países com mais gastos com a Previdência Social, volume ademais
desproporcionalmente alto, considerando nosso estágio demográfico.
E as
tendências são ainda mais perturbadoras. Cita também trabalho realizado pela
Secretaria de Previdência, em 2022, que parecem confirmar os temores.
O GLOBO