REAL EM QUEDA


Real em queda

O real teve seu pior desempenho do ano em junho frente ao dólar, com queda de 3%. A moeda nacional fechou a cotação a R$ 5,163. Alguns fatores explicam:

Mexe lá, afeta aqui. A perspectiva é de que Kevin Warsh, novo presidente do Fed, aumente as taxas de juros nos EUA. Isso enfraquece as apostas na moeda brasileira, já que investidores preferem títulos do Tesouro americano a ativos emergentes.

Troca prejudicada. O real era uma das moedas preferidas para o “carry trade”, operação que toma dólares a juros mais baixos para investir em moedas mais rentáveis, como o real. Com a possível alta da taxa nos EUA, investidores retiraram dinheiro do Brasil.

Casa bagunçada. Há preocupações sobre o futuro das finanças do governo, com alta dos gastos públicos e aumento do déficit primário. Isso leva investidores venderem seus ativos em reais e procurarem locais estáveis.

Enquanto o capital sai do Brasil, ele encontra um destino atrativo. As ações de empresas ligadas à IA ofereceram altos retornos nos últimos meses.

O S&P 500, índice de referência do mercado americano, fechou nesta terça-feira seu melhor trimestre em seis anos: alta de 14,9%.



FOLHA MERCADO
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