De hidrelétricas para sorvetes: o investimento
chinês no Brasil muda de foco
- Investimento dobrou para US$ 4,2 bi em 2024, tornando país o 3º
maior destino global do capital chinês
- Expansão do mercado externo para produtos chineses surge quando
Pequim enfrenta barreiras nos EUA
Para
a rede chinesa de sorveterias e bebidas Mixue,
que já possui mais lojas do que Starbucks ou McDonald's, um alegre boneco de neve como
mascote na avenida mais famosa de São Paulo sinaliza uma nova fase de sua
expansão global.
A
primeira unidade da Mixue no Brasil, inaugurada neste sábado (11), marca a
chegada da marca à América do Sul em meio a uma nova onda de investimentos
chineses, consolidando laços econômicos que já substituíram os EUA como
principal parceiro comercial do continente.
Mas,
diferentemente das ondas anteriores de investimentos de capital que Pequim
direcionou para o Brasil, concentradas em algumas enormes barragens
hidrelétricas e projetos petrolíferos, uma série de empresas chinesas agora
está cortejando os mais de 200 milhões de consumidores do país.
O investimento direto chinês dobrou para US$ 4,2
bilhões (R$ 21 bilhões) em 2024, distribuídos em 39 projetos no Brasil,
tornando o país o terceiro maior receptor de investimentos chineses do mundo,
segundo os dados mais recentes do Conselho Empresarial Brasil-China.
Para impulsionar ainda mais o crescimento, a Mixue
planeja investir cerca de R$ 3 bilhões para começar a vender limonada, chá de
jasmim e sorvetes na maior economia da América do Sul, sob a marca de um boneco
de neve de desenho animado, em desacordo com o clima tropical.
REUTERS