A gerontóloga Thais Bento, autora principal do estudo e pesquisadora do
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, afirma que os resultados
indicam impactos positivos amplos na vida dos participantes.
Segundo ela, os
dados demonstram que idosos que participam das atividades com o método
apresentam vantagens significativas para a qualidade de vida de forma geral.
Os resultados também indicaram benefícios além da memória.
Houve melhora
em habilidades relacionadas às chamadas funções executivas, como planejamento,
organização, tomada de decisões, estruturação do pensamento e fluidez na
comunicação.
Estudos apresentados em fevereiro durante painéis da Alzheimer’s
Association International Conference, em um debate sobre a América Latina
realizado no Uruguai, apontam que cerca de 45% dos casos de Alzheimer no mundo
poderiam ser evitados com a redução de fatores de risco ao longo da vida.
Na
América Latina, essa estimativa chega a 56%.
Para os pesquisadores, os dados reforçam a relevância de programas de
prevenção que combinem diferentes estratégias de saúde pública, incluindo a
estimulação cognitiva.
CNN