Yuan, a moeda mundial?
A China quer impulsionar o uso
do yuan para fora de suas fronteiras.
Para ganhar espaço
internacional, uma moeda precisa inspirar confiança, ou seja: manter valor
estável, ser aceita no comércio e nos mercados financeiros e circular sem
grandes restrições.
Pequim peca em alguns aspectos,
sobretudo pelo forte controle sobre a entrada e a saída de dinheiro do país,
mas anunciou recentemente algumas medidas para promover a moeda.
⚡ O Banco
Popular da China criou uma ferramenta chamada Fima RMB Repo, que permite a
bancos centrais estrangeiros e fundos soberanos obter empréstimos em yuan com
mais rapidez.
⬇️ Agora vai? Pequim tentou, sem
sucesso, internacionalizar o yuan em outras ocasiões. Em 2015, o Banco Popular
da China desvalorizou a moeda para estimular as exportações e, assim, a
economia.
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Isso aumentou o volume de vendas internacionais, mas a perda de valor afastou
empresas e investidores.
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A recuperação das transações levou anos.
O sonho chinês. O país quer
diminuir sua dependência do dólar americano, que domina o sistema financeiro.
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Em julho de 2024, 53% das transações de entrada e saída de Pequim foram
realizadas em yuan.
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No mesmo período em 2021, 40% dos negócios aconteceram usando a moeda local.
Recentemente, anunciou uma moeda
digital para facilitar negociações entre países e para competir com o dólar.
Entenda mais aqui.
Agora é a hora? Analistas têm
dúvidas, por causa do cenário da economia chinesa:
👎 De um lado, o consumo interno está fraco e o setor imobiliário, motor
de crescimento por anos, está com dificuldades para se reerguer.
👍 Do outro, segmentos como tecnologia e inovação atraem investimentos
nacionais e internacionais.
Pequim espera usar uma parte do
dinheiro que entra no país para financiar esses segmentos emergentes.
FOLHA MERCADO