Fiocruz e UFMG divulgam estudo amplo.
Nada menos de 42,7% dos idosos que vivem em áreas urbanas no Brasil
relatam medo de cair por causa de defeitos em calçadas, passeios ou vias
públicas próximas de suas casas.
O percentual expõe um problema estrutural que
afeta diretamente mobilidade, autonomia e participação social, diz estudo sobre
a qualidade de vida dos mais velhos da Fiocruz, em parceria com a Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG).
Entre as mulheres idosas, esse índice chega a 50,5%, enquanto entre os
homens é de 31,9%.
A preocupação também aumenta com a idade: atinge 35,2% das pessoas entre
60 e 69 anos, sobe para 47,1% entre 70 e 79 anos e alcança 63,1% entre aqueles
com 80 anos ou mais.
A hipertensão arterial sistêmica segue como uma das condições mais
relevantes da saúde dos idosos. A pesquisa, que incluiu aferição domiciliar da
pressão arterial com metodologia padronizada, identificou que 34,4% dos idosos
apresentam níveis compatíveis com hipertensão, ou seja, pressão a 14 por 9 ou
acima disso.
Isso corresponde a cerca de 11 milhões de brasileiros idosos que
necessitam de avaliação clínica, diagnóstico e tratamento para prevenir
desfechos graves, como infarto, acidente vascular cerebral, insuficiência renal
e demência vascular.
A prevalência da hipertensão aumenta progressivamente com a idade: 31,9%
entre 60 e 69 anos, chegando a 40,1% entre pessoas com 80 anos ou mais.
A perda da capacidade funcional aparece como outro eixo central do
estudo. De acordo com os resultados, 20,4% dos idosos brasileiros apresentam
dificuldade para realizar ao menos uma atividade básica da vida diária, como se
vestir, tomar banho, comer, usar o banheiro ou levantar-se da cama.
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