Livro defende diálogo como saída para mal-estar da
vida acelerada
- Marco Aurélio Nogueira descreve sociedade marcada por excesso de
informação e falta de foco
- Conversar com quem pensa diferente é o principal trunfo diante da
polarização, diz autor
O
avanço tecnológico, o excesso de informação e a hiper aceleração da vida moderna nos
bombardeiam com estímulos a todo instante.
O crescimento das metrópoles, a
insegurança nos grandes centros urbanos e a cultura da individualidade
afastaram as pessoas umas das outras.
Soma-se
ainda a intensa polarização política, reforçada durante o período eleitoral, e a descrença em
instituições que apresentavam verdades compartilhadas —como a justiça, a ciência e a imprensa.
Essas características
geram um mal-estar generalizado que afeta a saúde mental sem que nos demos conta.
Para
responder a esse cenário de sobrecarga informacional, desatenção e polarização,
o cientista político Marco Aurélio Nogueira defende recuperar o diálogo e as
mediações entre as pessoas e as instituições.
A
tese está em "Como melhorar a vida que vivemos: pensar, agir,
dialogar", ensaio da editora Ateliê de Humanidades que já pode ser encomendado pelos
leitores.
Nogueira usa o termo "hipermodernidade" para
descrever a forma como estrutura capitalista e tecnológica, marcada pela inteligência artificial e pela interação nas
plataformas, organiza o período em que vivemos.
"Nós recebemos muita informação e não temos
condições de processar tudo isso com facilidade, nenhum de nós.
E, por outro
lado, perdemos com muita facilidade o foco", diz.
O resultado é o que o livro chama de mal-estar
"sutil e capcioso", que se renova continuamente. É sutil, explica o
autor, porque as pessoas não têm plena consciência dele.
Como melhorar a vida que vivemos: pensar, agir, dialogar
- Preço R$ 96,00 (351 págs)
- Autoria Marco Aurélio Nogueira
- Editora Ateliê de Humanidades
FOLHA DE SÃO PAULO