Quem ainda não foi impactado por
uma propaganda de bet por aí?
Desde que começou a operar
legalmente no Brasil, em janeiro de 2025, essa indústria só cresceu e o
faturamento praticamente dobrou, sempre na casa dos bilhões.
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R$ 12,2 bi foi a receita de janeiro a abril de 2026;
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R$ 36,9 bi foi o faturamento em todo o ano de 2025.
E o governo?
As bets licenciadas
devem pagar uma taxa de licença de R$ 30 milhões.
Com isso, a arrecadação com
impostos sobre apostas saltou de R$ 2,2 bilhões nos quatro primeiros meses do
ano passado para R$ 4,5 bilhões no mesmo período de 2026.
O valor se aproxima do que é
pago em tributos pela indústria do tabaco e pela agricultura, cerca de R$ 1
bilhão por mês, cada uma.
Desde 2025, o governo emitiu 85
licenças, autorizando a operação de 187 sites. O top 3 das maiores bets no
Brasil em 2025 ficou assim:
🥇 Betano — 23% da
receita
🥈 Bet365 — 15,1%
🥉 Superbet — 7,3%
A expectativa é que o setor
fature ainda mais com a Copa.
A consultoria H2 Gambling Capital projeta entre
R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões em valores depositados para apostas esportivas
durante o evento.
E, falando em futebol, os
maiores patrocínios do futebol nacional hoje vêm justamente do setor de
apostas.
➡️ A Betano fechou contrato com o Flamengo estimado
em R$ 268,5 milhões por três anos.
➡️ A Esportes da Sorte desembolsa R$ 150 milhões,
também por três temporadas, em acordo com o Corinthians.
Enquanto as bets lucram, cresce
a preocupação com o impacto sobre a população e a economia. Um estudo
epidemiológico independente sobre jogos aponta um cenário de dependência no
Brasil pior do que a média mundial.
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25 milhões de CPFs fizeram apostas no Brasil em 2025. No fim do primeiro
semestre, eram 17 milhões.
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Quase metade dos usuários de bets diz apostar para obter renda extra e pagar
contas, aponta Datafolha.
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R$ 143 bilhões foram drenados do varejo para apostas, segundo a confederação do
comércio
FOLHA MERCADO