Plataforma traz mais dados.
Plataforma desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea) –, que atingiu agora uma nova etapa, avança na amplitude e desagregação
dos indicadores, trazendo informações por ciclo de vida, contemplando infância,
adolescência, vida adulta e a velhice.
A novidade trazida pelo recorte de ciclo de vida permite diferenciar e
classificar os indicadores, dando mais visibilidade a como a seguridade social
está apoiando a população ao longo da vida. A ferramenta também dá apoio para
gestores e pesquisadores.
E Estudo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São
Paulo (FAPESP) revelou que
cerca de 14% dos idosos residentes na cidade de São Paulo vivem
com a síndrome da fragilidade, uma condição marcada pela perda de força,
energia e capacidade funcional, que aumenta a vulnerabilidade a quedas,
hospitalizações e até mesmo à morte precoce.
O cenário desenhado pela pesquisa mostra uma realidade que, ainda que
distante do público-alvo da previdência complementar fechada, precisa ser
considerada em nossos modelos de fomento.
A pesquisa, baseada nos dados do Estudo SABE (Saúde, Bem-Estar e
Envelhecimento), acompanhou ao
longo de nove anos mais de 1.400 pessoas com 60 anos ou mais e mostrou que, uma
vez instalada, a fragilidade tende a persistir, sendo difícil revertê-la.
Segundo os pesquisadores, a fragilidade não é apenas uma consequência do
envelhecimento cronológico. Ela resulta da interação complexa entre fatores
biológicos, sociais e de saúde ao longo da vida.
A idade avançada, a presença
de doenças crônicas, sintomas depressivos, isolamento social e quedas
anteriores aparecem entre os principais fatores de risco.
O estudo também
aponta que as mulheres e os idosos com mais de 75 anos apresentam maior
prevalência da condição.
IPEA