O rápido crescimento de um mercado que vai acompanhar a extensão da
longevidade, o dos cuidados a serem proporcionados aos idosos: chamado de
ecossistema de cuidados pós-agudos
Ele inclui não só os serviços tradicionais de atendimento domiciliar,
mas também processos de transição do hospital para casa e mudanças na
arquitetura da residência e especialmente do aposento do idoso, algo que
deverá representar um mercado potencial de R$ 27 bilhões.
E demanda não parece faltar, ainda que seja fácil imaginar que a procura
por esse tipo de serviço esteja mais concentrado nas faixas de maior
renda.
De toda forma, preocupa que dados de uma pesquisa da Fiocruz MG e da
UFMG digam que 20,4% dos idosos brasileiros apresentam dificuldade para
realizar pelo menos uma atividade básica do dia a dia, como tomar banho, se
vestir, comer, usar o banheiro ou levantar da cama.
Segundo os pesquisadores, isso representa cerca de 6,5 milhões de
pessoas vivendo com algum grau de limitação funcional.
Os resultados indicam ainda que a situação piora com o avanço da idade.
Enquanto 13,9% das pessoas entre 60 e 69 anos apresentam limitações funcionais,
esse percentual sobe para 44,2% entre aqueles com 80 anos ou mais.
As mulheres
também são mais afetadas: 23,1% relatam dificuldades para atividades básicas,
contra 17% dos homens.
CNN