CRIME NA ECONOMIA


O avanço do crime na economia formal nos leva para a várzea, onde não sabemos jogar.

Para ex-presidente da Febraban, escândalo do Banco Master não vai acabarem pizza e poderá levar mais transparência à política, ao Judiciário e ao setor privado; população está cansada de corrupção e tema será central nas eleições experiência no setor financeiro, tendo ocupado a presidência de bancos como ABNAmro Real e Santander Brasil, alémda Febraban (Federação Brasileira de Bancos), leva Fábio Barbosa a prever que o escândalo do Master entrará no debate público sobre as eleições deste ano.

Para Barbosa, hoje, os temas mais sensíveis para a sociedade são a segurança pública e a corrupção, que prefere chamar de roubalheira, palavra que considera mais direta e compreensível.

“A sociedade não está apática. Ela está indignada, revoltada e não sabe bem como se expressar”, diz Barbosa, que hoje é presidente do conselho de administração da Natura e também participa de conselhos de outras companhias, como a Ambev.

Barbosa destaca sua preocupação com a infiltração do crime organizado em diferentes setores da economia formal, por considerar que a sociedade passa a ser refém de um tipo de administração que não é boa para ninguém. “Nós todos aqui somos treinados para jogar um jogo limpo. Eu digo que somos treinados para jogar no Maracanã.

O crime organizado nos leva para a várzea. E na várzea, a gente não sabe jogar”, diz.



FOLHA DE SÃO PAULO
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