PETRÓLEO


O petróleo no pós-guerra  

O anúncio sobre o fim do conflito no Oriente Médio não significa um alívio imediato para os mercados. O preço do petróleo, por exemplo, não deve voltar para o nível pré-guerra.

Ontem, o barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 83,17, o menor valor em três meses. Porém, a queda deve parar por aí, segundo analistas.

•      A cotação deve permanecer entre US$ 80 e US$ 90 no longo prazo, diz o presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás), Roberto Ardenghy.

Por quê? Uma combinação de fatores. Vamos a eles:

Inseguranças na logística. Não dá para cravar que o acordo será assinado e que seus termos, de fato, serão cumpridos. As empresas precisam ter confiança para enviar seus navios por Hormuz e reassumir as rotas.

•      Parte da infraestrutura foi destruída, e retomar essa produção não é uma tarefa que acontece do dia para a noite.

•      10 milhões de barris de petróleo tiveram sua produção diária reduzida por países do golfo Pérsico em março.

Estoques em baixa. 

A diminuição na oferta da commodity obrigou alguns países a usarem suas reservas do óleo —e algumas entidades a liberarem barris extras para evitar uma escassez generalizada.

A Europa e a Ásia, por exemplo, são grandes compradoras do petróleo que passa por Hormuz. Navios com produtos devem demorar entre seis e oito semanas para chegar aos seus destinos, estima a consultoria Argus.

Óleo bruto transportado na passagem no 1º tri de 2025, em milhões de barris por dia - Fonte: Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA)

O fim do conflito e uma menor volatilidade nos valores das commodities podem ajudar a controlar a inflação no Brasil, dizem analistas.

•      "A notícia é boa, teremos deflação (queda dos preços) no setor, o que tira pressão do Banco Central", diz a economista Zeina Latif.




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