🚛 Leilões de rodovias caem
O número de leilões de rodovias previstos para 2026 caiu de 14 para 10.
Até agora, três foram realizados.
A dificuldade está em renegociar os "contratos estressados".
São acordos de obras já aprovadas que possuem atrasos, investimentos não
realizados e precisam de ajustes nas cláusulas dos documentos.
Qual o problema? Os projetos estão acumulados na ANTT (Agência Nacional
de Transportes Terrestres).
O órgão criou uma entidade, a Compor (Câmara de
Negociação e Solução de Controvérsias), para lidar com disputas que se
amontoam.
↳ Os planos de melhorias da
Rodovia Transbrasiliana (BR-153/SP) e da Rota Planalto Sul (BR-116/PR/SC) não
saem do papel porque a ANTT não sabe ainda se continuará as tramitações por
meio da Compor.
Enquanto isso, a agência nacional negou que estuda realizar a tramitação
pela Câmara.
As concessionárias estão mexendo nos documentos para que os
projetos sejam enviados ao TCU (Tribunal de Contas da União), diz a ANTT.
E o governo?
Argumenta que os ajustes nos cronogramas dos leilões são
normais.
O não cumprimento da meta não frustra o setor, diz Marco Aurélio
Barcelos, presidente da ABCR (Associação Brasileira das Concessionárias de
Rodovias). Agora, espera que os leilões sejam feitos nos anos seguintes.
FOLHA MERCADO