A carga
tributária bruta chegou a 32,4% do PIB, o maior nível da série histórica, ou
seja, nunca se pagou tanto imposto no Brasil
Mesmo
com esse aumento, a distribuição dessa arrecadação mudou pouco: a receita
federal cresceu, enquanto estados perderam espaço e municípios avançaram apenas
marginalmente.
Boa
parte dessa alta veio do imposto de renda na fonte, impulsionado por uma massa
salarial maior e mais gente empregada.
Ainda assim, as contas públicas não
melhoraram, já que os gastos cresceram mais do que a própria arrecadação.
O
resultado é direto: famílias consomem menos, empresas investem menos e a
competitividade piora em um país que já tinha uma carga tributária elevada para
padrões de economias emergentes.
E, apesar disso tudo, a discussão mais óbvia
para a próxima eleição, que envolve reduzir impostos e controlar gastos, ainda
não ganhou espaço real no debate.
RICARDO AMORIM
RICARDO AMORIM