ENERGIA VAI PESAR


Começo esta edição com um aviso: a conta de luz do brasileiro deve subir em 2026.

      O aumento médio será de 8%, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Os primeiros reajustes já foram aprovados pela agência e indicam que o ano pode ser pesado para o consumidor. Em Roraima, a alta média foi de 23,2%. No Rio de Janeiro, de 14,2% para clientes da Enel, e de 6,9% para clientes da Light.

O que explica? O aumento acontece, principalmente, por gastos com subsídios e pela privatização da Eletrobras. Vamos entender:

1️ No início dos anos 2000, o governo criou o CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), fundo custeado por todos os consumidores de energia privados do país que incide sobre a conta de luz.

Os recursos são direcionados, por exemplo, para cobrir subsídios a energias renováveis e para a isenção da conta de luz de pessoas de baixa renda, medida aprovada em 2025.

Neste ano, a CDE vai custar R$ 52 bilhões aos brasileiros, graças ao aumento de apoios concedidos principalmente aos projetos eólicos, solares e de biomassa.

Crescimento. Os valores do encargo tiveram um salto nos últimos anos: saiu de menos de R$ 22 bi em 2020 para R$ 49,3 bi em 2025. Para frear a alta, o governo aprovou uma lei que impõe um teto de gastos para subsídios a partir de 2027.

2️ O custo de energia também será maior por causa da privatização da Eletrobras, que mudou seu nome para Axia Energia.

Antes, no regime estatal, a empresa mantinha contratos de venda com as distribuidoras a um valor mais baixo do que o custo da energia. Com a mudança, esses contratos deixam de existir gradualmente, e os preços sobem.

Sem mudanças. A redução dos subsídios na conta de luz foi prometida pelo governo Lula, que chegou a enviar um projeto de lei ao Congresso para reformar o setor elétrico. Porém, o Planalto recuou e, no fim, aprovou a criação de mais um subsídio.



FOLHA MERCADO
Tel: 11 5044-4774/11 5531-2118 | suporte@suporteconsult.com.br