Participantes poderão se frustrar com a renda da aposentadoria proporcionada
pelos planos CDs, alertam economista e professor
do Insper.
Ruy Ribeiro, sócio da consultoria Atlantiqis e professor do Insper, e o
economista Victor Tito escrevem artigo sob o título "O passivo
invisível dos planos de contribuição definida ", onde alertam para o
risco de frustração dos participantes com o valor de suas aposentadorias
futuras.
Os autores dizem textualmente : " O problema não se
limita ao descasamento entre patrimônio e renda futura. Em horizontes longos,
ativos mais aderentes à construção de renda previdenciária - como NTN-Bs e o
Tesouro Renda+ - tenderam a entregar retorno superior ao CDI.
Nos últimos vinte
anos, o CDI acumulou retorno equivalente a aproximadamente 70% do IMA-B5+,
índice composto por NTN-Bs de diferentes vencimentos.
O investidor
excessivamente concentrado em CDI não apenas ficou mais exposto ao
encarecimento da aposentadoria, como também acumulou menos patrimônio no longo
prazo".
Eles admitem, no entanto, que " se os planos CD continuarem medindo
sucesso apenas pelo saldo acumulado e pela volatilidade de curto prazo,
corremos o risco de formar uma geração de participantes frustrados com a renda
obtida na aposentadoria.
A boa notícia é que a indústria já dispõe dos
instrumentos financeiros, atuariais e tecnológicos necessários para enfrentar
esse problema". Basta, então, reconhecer o problema e agir para
corrigi-lo.
VALOR