CHINA


A China, segunda maior economia do planeta, definiu sua próxima meta de crescimento econômico anual entre 4,5% e 5%.

Há, porém, um detalhe: é a menor taxa desde 1991, segundo uma análise da AFP.

•      A única exceção foi 2020, quando Pequim não estabeleceu um objetivo por conta do impacto da pandemia de Covid-19 sobre a economia.

O anúncio foi feito em um pronunciamento nas Duas Sessões, evento anual de reuniões do parlamento para analisar o ano anterior e estipular planos para o próximo.

O cenário. A China tenta crescer apesar da estagnação no consumo interno e pressões externas. Vamos aos pontos.

Dentro do país… Os chineses estão abrindo menos os bolsos. Segundo um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), os gastos seguem contidos, em parte, porque a população está guardando dinheiro como precaução.

A questão se aprofundou na pandemia e com a instabilidade no setor imobiliário, marcado pelo calote da incorporadora Evergrande, gigante do mercado. 

O caso despertou desconfiança tanto em investidores como em famílias.

"O comportamento cauteloso reflete a fraca confiança", disse relatório do Banco Mundial. 

Queda dos preços dos imóveis, crescimento mais lento da renda em comparação ao período pré-pandemia e perspectivas incertas de emprego são sintomas apontados.

Fora dele… A China lida com barreiras alfandegárias e conflitos econômicos com outros países, como a guerra tarifária com os Estados Unidos.

O resultado? 

O governo dobra a aposta em indústrias de alta capacidade tecnológica com menos retorno imediato, como energia limpa e inteligência artificial. Também insiste em enfrentar a estagnação do consumo e identifica a baixa demanda das famílias como um “problema proeminente”.

•      Pequim anunciou um aumento de 7% no orçamento de defesa, o segundo maior do mundo, para contrabalançar os EUA e reforçar suas reivindicações sobre Taiwan e o Mar da China Meridional.

•      O país deve gastar 1,9 trilhão de yuans (R$ 1,4 trilhão), o que é aproximadamente três vezes menos do que os recursos destinados ao mesmo setor pelos EUA.

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