A
transformação econômica da China é um dos maiores fenômenos da história
moderna.
Até o fim dos anos 1970, o país era
majoritariamente agrário, isolado e mais pobre que nações como Bangladesh e
Chade.
Quarenta anos depois, tornou-se a maior economia do mundo em paridade de
poder de compra (PPC) e uma das maiores potências tecnológicas e industriais do
planeta.
Como isso foi possível?
Reformas e abertura, a partir de 1978: o governo
de Deng Xiaoping deu início a uma série de reformas pró-mercado, abriu a
economia ao investimento estrangeiro e criou zonas econômicas especiais que
impulsionaram as exportações.
Industrialização acelerada: a China virou a
"fábrica do mundo", oferecendo escala, eficiência e baixos custos.
O
setor manufatureiro explodiu, colocando o país no centro do comércio global.
Planejamento estratégico: com metas claras em
seus planos quinquenais, o governo chinês priorizou infraestrutura, energia,
tecnologia e capacitação da força de trabalho.
Investimento em infraestrutura e educação: o
país conectou suas regiões por meio de trens de alta velocidade, portos
modernos e cidades planejadas — ao mesmo tempo em que tirou milhões da pobreza.
Transição para consumo e inovação: nos últimos
anos, a China deixou de depender apenas das exportações e passou a apostar em
consumo interno, digitalização e empresas inovadoras como Alibaba e Huawei.
O modelo político chinês não é algo a se
invejar, mas em termos de gestão econômica, o Brasil tem muito a apender com a
China.
RICARDO AMORIM