Começou nesta semana a Cúpula do Impacto da Inteligência Artificial, em
Nova Déli. O fórum reúne dez chefes de Estado e grandes empresários da área.
Por que importa? Mais do que um encontro para discutir a tecnologia, o
evento explicita uma queda de braço entre dois perfis de países: os que querem
o avanço da IA a todo custo e os que focam os riscos causados pelas plataformas
e defendem uma regulação para a tecnologia.
• Os EUA apostam na
desregulamentação como forma de impulsionar o desenvolvimento do setor. O país
ameaçou impor tarifas a nações que adotam regras consideradas prejudiciais às
big techs americanas.
• Já o Brasil (que será
representado por Lula) e a União Europeia adotam uma postura mais cautelosa na
discussão.
Nesta quinta, Lula discursou no evento e criticou o modelo de negócios
das empresas de IA.
• "Ele depende da
exploração de dados pessoais, da renúncia do direito à privacidade e da
monetização de conteúdos chamativos que amplificam a radicalização
política", afirmou o presidente.
Quem está lá: líderes de países como Brasil, Espanha, França e Holanda.
Trump (EUA) e Xi Jinping (China) não foram. Executivos de gigantes de
tecnologia como Sam Altman, da OpenAI, Sundar Pichai, da Alphabet (Google),
Dario Amodei, da Anthropic, e Alexandr Wang, da Meta Platforms, confirmaram
presença.
FOLHA MERCADO