Made in Brasil
A Petrobras anunciou que estuda dobrar as fábricas
que produzem fertilizantes à base de nitrogênio.
O conselho da estatal aprovou a contratação das
obras da UFN-3, unidade destinada à produção do insumo. A construção foi
paralisada em 2014, com o início da Operação Lava Jato, e deve ser inaugurada
até o início de 2029.
• A companhia tenta
recuperar espaço no setor, do qual começou a sair em 2018;
• O processo de
desinvestimento avançou durante o governo Jair Bolsonaro.
Por que importa? A empresa quer reduzir a
dependência brasileira das importações do insumo. O país é o maior comprador do
mundo.
• 93% dos
fertilizantes usados no ano passado vieram de outros países;
• 26% do total
adquirido em 2025 foi comprado da China; o segundo maior fornecedor é a Rússia,
com 25% da fatia.
O conflito entre Irã e EUA atrapalhou o tráfego do
produto. Um terço de todo o fertilizante mundial passa pelo estreito de Hormuz,
que teve sua navegação interrompida desde fevereiro.
Com o bloqueio, a China restringiu as exportações
para proteger o mercado interno.
Além disso, a ureia foi fortemente prejudicada pelo
conflito. O fertilizante é produzido à base de gás natural, que teve sua
produção diminuída por ataques e seu trânsito prejudicado com a paralisação de
Hormuz.
↳ Irã e Estados
Unidos fizeram a primeira rodada de negociações sobre o fim da guerra, mas a
navegação por Hormuz ainda não está 100% liberada.
↳ Os preços do
insumo caíram drasticamente nos últimos dias.
Volta ao mundo. Em maio e junho, o chanceler Mauro
Vieira viajou ao Uzbequistão, ao Cazaquistão e à China para encontrar novos
fornecedores e garantir o abastecimento do produto.
A situação é crítica por aqui. O setor pediu
socorro ao Ministério das Relações Exteriores para solicitar remessas
emergenciais de fertilizantes.
FOLHA MERCADO