População que mora sozinha mais que dobra no Brasil
desde 2012
- Lares unipessoais chegam a 15,6 milhões em 2025, o equivalente a
19,7% do total de domicílios, diz IBGE
- Envelhecimento explica parte do cenário; homens são maioria entre
os que vivem sozinhos
A população que mora sozinha no Brasil mais
que dobrou no período de 2012 a 2025, saindo de 7,5 milhões para 15,6 milhões
de pessoas, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística). A alta nesse intervalo de 13 anos foi de 109,8%.
O
contingente do ano passado (15,6 milhões) supera o total de habitantes de um
estado como a Bahia (14,9 milhões), a quarta unidade da Federação mais
populosa.
As
informações, divulgadas nesta sexta-feira (17), integram a Pnad Contínua
(Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), uma das principais
publicações do IBGE.
Os
15,6 milhões de lares unipessoais representam 19,7% do total de domicílios do
país em 2025 (79,3 milhões). Ou seja, 1 em cada 5 endereços tinha apenas um
morador.
Assim
como o número absoluto, essa também é a maior proporção da série histórica. A
participação teve aumento de 7,5 pontos percentuais ante 2012, quando os lares
unipessoais respondiam por 12,2% do total.
ENVELHECIMENTO
IMPACTA, DIZ IBGE
A Pnad não pergunta o que leva uma pessoa a morar
sozinha, mas o IBGE indicou que o processo de envelhecimento dos brasileiros é um dos
fatores que podem explicar o movimento.
A proporção de idosos de 60 anos ou mais na
população nacional aumentou de 11,3% em 2012 para 16,6% em 2025. Esse grupo
etário ocupava 41,2% dos domicílios unipessoais no ano passado.
O avanço dos endereços com apenas um morador também
é registrado em meio a um contexto de casamentos mais tardios, já apontado em outras pesquisas do IBGE.
O Rio de Janeiro continuou como o estado
com a maior proporção de lares unipessoais no ano passado (23,5%), seguido
por Bahia (22,3%) e Rio Grande do Sul (21,9%). O menor
percentual foi encontrado no Pará (13,4%).
As populações do Rio de Janeiro e do Rio Grande do
Sul são as mais envelhecidas do Brasil. No caso fluminense, William disse que a
presença de universidades e empresas pode atrair migrantes que passam a viver
sozinhos no estado.
FOLHA DE SÃO PAULO