INSS


13 milhões de aposentados com prova de vida pendente; votar vale como comprovação

  • Cruzamento com bases oficiais dispensa ida anual ao banco
  • Ausência nas urnas não corta benefício, diz especialista

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) tem cerca de 13 milhões de segurados com a prova de vida pendente. Entre eles estão aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios e do BPC (Benefício de Prestação Continuada). 

O número representa 32,5% dos cerca de 40 milhões de segurados do instituto.

Votar neste domingo, 4 de outubro, quando ocorre o primeiro turno das eleições 2026, vale como comprovação. Quem justificar a ausência ou tiver realizado alguma atualização no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) também poderá ter a prova de vida realizada de forma automática.

Desde 2022, o INSS estabeleceu a votação como prova de vida. A partir de janeiro de 2023, passou a fazer essa verificação por cruzamento de dados com bases do governo, incluindo TSE, CNH (Carteira Nacional de Habilitação) Digital e atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde), por exemplo.

Quem não realiza a prova de vida pode ter o benefício bloqueado, suspenso e, posteriormente, cortado.

A votação como medida válida para a prova de vida está estabelecida na portaria 1.408, de fevereiro de 2022. Em 2024, os eleitores que compareceram às urnas já tiveram a atualização cadastral validada pela Previdência Social. 

As eleições ocorrem nos dias 4 e 25 de outubro.

Antes da portaria de 2022, aposentados e pensionistas do INSS precisavam fazer a prova de vida nos bancos responsáveis pelo pagamento do benefício. Depois, o governo passou a cruzar bancos de dados públicos e privados para confirmar os dados cadastrais.

 



FOLHA DE SAO PAULO
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