Relações sociais são fundamentais, ensinam os super-idosos.
Os super-idosos, assim chamados homens e mulheres acima de 80
anos, são um grupo diverso; eles não compartilham uma dieta mágica,
regime de exercícios ou medicação.
Mas uma coisa que os une é “como eles veem a
importância das relações sociais”, disse Sandra Weintraub, professora de
psiquiatria e ciências comportamentais da Northwestern Feinberg School of
Medicine, que participa da pesquisa desde o início.
“E, em termos de
personalidade, eles tendem a ser mais extrovertidos.”
Isso não surpreende Ben Rein, neurocientista e autor do livro que será
lançado em breve, “Why Brains Need Friends: The Neuroscience of Social
Connection” (Por que os cérebros precisam de amigos: a neurociência da conexão
social).
“Pessoas que socializam mais são mais resistentes ao declínio
cognitivo à medida que envelhecem”, disse Rein. E, acrescentou, elas
“geralmente têm cérebros maiores.”
Os
pesquisadores acreditam que isso pode ser porque socializar ajuda a proteger
contra a redução do volume cerebral que ocorre com a idade e o isolamento.
A
solidão, particularmente comum em idosos, pode aumentar os níveis do hormônio
do estresse, o cortisol, e se o cortisol permanecer elevado por longos
períodos, pode levar à inflamação crônica. Isso, por sua vez, pode danificar as
células cerebrais
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