📱 Criança não
trabalha, criança dá trabalho
Seja testando comidas, mostrando
brinquedos e até divulgando bets, os influencers mirins estão em todos os
lugares.
No Brasil, isso pode ter um fim.
O MPT (Ministério Público do Trabalho) defende que menores de 16 anos não atuem
como influenciadores e que sua participação nas redes fique restrita a
atividades artísticas.
Tá na Constituição. Adolescentes
dos 14 aos 16 podem ingressar em cargos de jovem aprendiz. De 16 a 18 anos há
restrição para trabalhos em condições insalubres e prejudiciais à permanência
na escola.
•
Fora das telas, crianças só podem participar de peças, shows e novelas com
autorização judicial.
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Na semana passada, o Conselho Nacional de Justiça informou que as plataformas
seriam notificadas sobre essa mesma exigência para a produção de conteúdo
digital.
📝 Regulamentação é
a chave. Enquanto outros países avançam na proibição do acesso de menores às
redes sociais, o governo Lula prioriza a criação de leis que gerem mais
segurança online, proteção de dados e responsabilização das plataformas pelo
que é publicado.
↳ Em março, a atual gestão lançou o ECA Digital, estatuto que amplia as
obrigações das plataformas, e criou um Centro Nacional de Proteção para
concentrar denúncias de crimes identificados nas redes.
🌍 Lá fora… Os
Emirados Árabes e o Reino Unido anunciaram proibições ao acesso às redes
sociais para menores de 15 e 16 anos, respectivamente. A restrição não é
novidade na Europa, mas é a primeira desse tipo em um país árabe.
Os argumentos são semelhantes:
governos citam preocupações com a saúde mental dos jovens e a segurança online.
A Austrália foi a precursora em
2025. Cerca de 4,7 milhões de contas de usuários com menos de 16 anos foram
removidas, e companhias que não cumprem a lei podem ser multadas em até A$ 49,5
milhões. Veja outros países que avançam nas restrições.
E o outro lado? Críticos afirmam
que a proibição limita o acesso dos adolescentes à informação e defendem a
regulamentação das plataformas, em vez do bloqueio.
[+] A repórter especial Fernanda
Mena explica como foi o bloqueio na Austrália:
FOLHA MERCADO