O dólar
caiu abaixo de R$5 pela primeira vez em mais de dois anos e isso é consequência
de vários movimentos.
Quem me
acompanha não está surpreso, pois eu vinha comentando há um tempo.
A menor aversão a risco com a expectativa de
redução das tensões entre EUA e Irã ajudam, assim como a estratégia americana
de enfraquecer o dólar para reduzir seu déficit, ainda mais com limitações
recentes às tarifas, tornou o Brasil um dos principais beneficiados, com queda
nas tarifas médias de exportação para os EUA, juros elevados que atraem capital
para renda fixa e uma Bolsa ainda barata em dólares.
Ao mesmo tempo, mercados como Rússia, China e
até Índia estão menos acessíveis, redirecionando recursos para cá. Some a isso
commodities em alta e o Brasil cada vez mais forte como megaexportador, com
potencial de superar os EUA no agro.
Se o cenário global não piorar, o dólar pode
caminhar para R$4,50.
RICARDO AMORIM